domingo, 30 de novembro de 2008

Crianças devem jogar online, diz estudo

Um estudo organizado pela MacArthur Foundation revela que games online e interação com outras pessoas na Web trazem benefícios às crianças, ensinando-as como se portar socialmente e as ajudando a desenvolver habilidades técnicas básicas.

De acordo com Mizuko Ito, um cientista do UC Irvine's department of informatics que liderou o estudo, as crianças que não têm acesso às diversões mais populares da Web correm o risco de serem excluídas socialmente e de não desenvolverem algumas das habilidades básicas para sobreviver na era da internet.

Segundo o relatório, pais e professores mistificam a realidade digital porque isso não existia em suas infâncias. "Mas impedir as crianças disso [usar a rede], elimina uma importante atividade social e recreacional e poderia levá-los à ignorância sobre como interagir não somente em sua juventude, mas também potencialmente em sua vida profissional", explicam os pesquisadores.

A pesquisa, chamada Digital Youth Project (algo como Projeto Juventude Digital), teve início em 2005 e conta com entrevistas de 800 crianças, além das cinco mil horas de observação da atividade online dos adolescentes.

12 comentários:

regina de deus disse...

Acredito que seja benéfico o jogo online para crianças. Realmente, é uma forma de interação, socialização,etc. Além do mais, o jogo sempre exige que se obedeça certas regras, isso dá noção de limite.
Sou a favor, do jogo virtual e muito mais do jogo presencial, principalmente os que incentivam a afetividade tão escassa nos dias atuais.

paoladamas disse...

Proibindo o acesso às novas tecnologias de informação e comunicação sobre o pretexto de garantir a segurança dos seus filhos e educandos, alguns pais e educadores estão apenas a contribuir para a falta de competitividade futura dos seus filhos e educandos, limitando a sua educação, formação e desenvolvimento.

edson_quintanilha disse...

Sou a favor dos jogos online sim, desde que esses jogos não façam apologia à violência. Quando esses jogos são voltados à socialização, torna-se uma ótima ferramenta de comunicação, pois, através dele, os alunos têm sentido de limites, de percepção, de estratégias.

priscilla disse...

Sou a favor dos jogos em redes, desde que os mesmo promovam o bem estar das crianças. É preciso ter cuidado com alguns tipos de jogos que circulam em rede, mais n sendo estes agressivos são totalmente válidos.

Danda Rocker disse...

Até sou a favor dos jogos online, desde que em "doses homeopáticas"... hehehe.
O que acontece é que, ao passo que esses mesmos jogos "seduzem" e trazem o aluno para um mundo bem mais divertido, prazeroso e repleto de novidades, a escola ainda se encontra arraigada pelos sistemas arcaicos de ensino, desestimulando-o, sem nada de novo.
Penso que jogos educativos dentro dessas escolas seriam uma boa pedida!

Sandra Christina.

MADFLY disse...

Neste texto podemos perceber como os valores estão mudados, antes as crianças compartilhavam seus saberes e experiencias sobre brincadeiras, video game, hoje ficou restrito a internet e ao seu contato ou não com este recurso. "as crianças que não têm acesso às diversões mais populares da Web correm o risco de serem excluídas socialmente e de não desenvolverem algumas das habilidades básicas para sobreviver na era da internet"

Maria dos Remédios disse...

Tenho muita dificuldade de falar de internet, pois o pouco que utilizo é apenas para algumas pesquisas.
Não conheço como funcionam os jogos que podem ser jogados com outras pessoas on line. Só conheço alguns site de jogos como Smartkids jogos, jogos infantis grátis, turma da mônica. Esses jogos tem sido importantes para o meu filho que é um cadeirante com comprometimentos motores. Os jogos o interte muito, além de ajuda-lo com algumas aprendizagem.
Porém meu sobrinho de nove anos,joga, em sua maioria, jogos de lutas.
Nós estranhamos muito, mas esta é a realidade das crianças.
As discussões em sala de aula tem nos alertado da importância de nos aproximarmos dessa realidade, e de juntos analisarmos como poderemos utilizar este conhecimento deles para sala de aula.

Tati disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tati disse...

Trabalhei em uma loja de jogos eletrônicos e pude observar que o que as crianças mais querem hoje é estarem "antenadas". Lá existiam crianças de dois anos que iam acompanhadas dos pais para comprar jogos. Por ser uma loja que se localizava na zona sul, os pais preferiam que os filhos ficassem em casa jogando por horas à ficar brincando nas ruas, já que a violência cresce freqüentemente. Alguns pais defendiam a utilização dos jogos proibidos, ditos violentos, para a idade de seus filhos, mas por estarem em casa eles poderiam discipliná-los.

Iara disse...

È claro que ainda somos muito preconceituosos quanto ao uso dos recursos virtuais de forma muito ampla, e isso sem dúvida se deve a nossa criação, a nossa infância, pelo menos à minha.
Querer evitar esse acesso é loucura, afinal isso é a realidade, vivemos na era virtual. Mas não posso deixar de valorizar as relações e interações pessoais que não é substituível. No entanto, atualmente aquele que não faz uso dos jogos on line e coisas afins, tem dificuldades na socialização, e pode sim ser excluído dentro de um determinado grupo social.

Andréa C. disse...

Não acredito que proibir seja o ideal, importante seria ter equilibrio entre jogo na rede e as outras atividades infantis, evitando jogos violentos, assim como os desenhos.

Maria Emilia disse...

Concordo que os jogos eletrônicos contribuem para que as crianças desenvolvam suas habilidades com a internet e ajudem na sua sociabilização. Entendo a preocupação dos pais, mas acho que não é só porque seja algo com que eles não conviveram na infância. A questão é que muitas crianças acabam ficando, de certo modo, "viciadas" em jogos online, e as brincadeiras de criança de antigamente ficam esquecidas, as mesmas tornam-se sedentárias. Deve haver muito controle da parte dos pais.